Quanto tempo
Dois a três dias, com uma refeição longa por dia. Lyon é uma cidade que se visita também à mesa.
Melhor altura
Primavera e outono. A 8 de dezembro e nos dias à volta há a Fête des Lumières, com a cidade inteira iluminada.
Como chegar (a partir de Lisboa)
Há voos diretos de Lisboa para Lyon, com cerca de duas horas e vinte minutos. De Paris, o TGV demora cerca de duas horas.
Ideal para
Gulosos, amantes de vinho, de arquitetura renascentista e de cidades onde se vive bem sem pressa.
Não esquecer
Reservar os bouchons e restaurantes que quer mesmo. Os melhores enchem, sobretudo ao fim de semana.
Lyon é a cidade que os franceses dizem ser a sua capital gastronómica, e os parisienses, em privado, concordam. Fica na confluência de dois rios, o Ródano e o Saône, com um bairro renascentista cheio de passagens secretas, uma basílica dourada no alto de uma colina e uma longa história ligada à seda e ao cinema. É mais calma do que Paris, mais barata, e come-se tão bem que muita gente organiza a viagem à volta das refeições. Não há nada de errado nisso.
O Vieux-Lyon e as traboules
Na margem direita do Saône, o Vieux-Lyon é um dos maiores conjuntos renascentistas da Europa, com casas altas de fachadas coloridas, pátios interiores, escadarias em caracol e galerias. Faz parte do sítio histórico de Lyon, classificado como Património Mundial da UNESCO.
O grande segredo são as traboules: passagens que atravessam os prédios de uma rua para a outra, por pátios e corredores escondidos. Eram usadas pelos tecelões para transportar a seda sem a molhar, e mais tarde serviram à Resistência durante a Segunda Guerra. Algumas estão abertas ao público durante o dia; basta empurrar a porta certa.
A Catedral de Saint-Jean, gótica, tem um relógio astronómico antigo que ainda funciona. À volta, as ruas Saint-Jean e du Bœuf estão cheias de bouchons, lojas e gente a passear.
Fourvière: a colina que reza
Por cima do Vieux-Lyon ergue-se a colina de Fourvière, coroada pela Basílica de Notre-Dame, do século XIX, branca por fora e cheia de mosaicos e dourados por dentro. A esplanada ao lado tem a melhor vista panorâmica da cidade, com os dois rios e, em dias limpos, os Alpes ao longe.
Sobe-se a pé por caminhos com jardins ou no funicular, a que os lioneses chamam «a ficelle», a corda. Mesmo ao lado da basílica ficam os teatros romanos de Lugdunum, o nome romano de Lyon, que ainda recebem espetáculos no verão, e um museu de arqueologia.
A descida a pé pelos Jardins du Rosaire, de volta ao Vieux-Lyon, é um dos passeios mais bonitos da cidade.
A Presqu'île: praças, rios e museus
Entre o Ródano e o Saône fica a Presqu'île, a península central, com as grandes praças e avenidas. A Place Bellecour é uma das maiores praças da Europa, com uma estátua de Luís XIV a cavalo, e a Place des Terreaux tem a fonte de Bartholdi, o mesmo escultor da Estátua da Liberdade, e a Câmara Municipal.
O Museu de Belas-Artes, num antigo convento, tem uma coleção que vai do Egito antigo a Picasso, e um claustro tranquilo para descansar. Mais a sul, o bairro de Confluence, onde os rios se juntam, tem arquitetura contemporânea e o Musée des Confluences, um edifício futurista de vidro e aço.
Os irmãos Lumière inventaram o cinematógrafo em Lyon, e o Instituto Lumière, na casa da família, conta essa história. Os cinéfilos vão adorar.
A Croix-Rousse: a colina que trabalha
Se Fourvière é a colina que reza, a Croix-Rousse é a colina que trabalha. Foi o bairro dos canuts, os tecelões de seda que fizeram a riqueza de Lyon, e os prédios altos com janelas grandes foram pensados para receber os teares.
Hoje é um bairro animado, com mercado, cafés e ateliers. O Mur des Canuts é um enorme fresco em trompe-l'oeil que mostra a vida do bairro, tão realista que as pessoas tentam subir as escadas pintadas. Lyon tem dezenas destes murais espalhados pela cidade.
A descida das escadarias e traboules da Croix-Rousse até à Place des Terreaux é uma forma ótima de terminar o passeio.
Os bouchons e a mesa de Lyon
Os bouchons são os restaurantes tradicionais de Lyon: pequenos, com toalhas aos quadrados, ambiente familiar e pratos generosos de cozinha lionesa. Peça quenelles de peixe com molho, salsichão lionês, salada lionesa com ovo escalfado, andouillette para os corajosos e cervelle de canut, um queijo fresco com ervas.
Les Halles de Lyon Paul Bocuse, o mercado coberto com o nome do famoso chef, é um templo de queijos, charcutaria, ostras e pastelaria. Vá ao fim da manhã, coma umas ostras com vinho branco ao balcão e compre tarte de pralina cor-de-rosa para a sobremesa.
Lyon fica entre o Beaujolais e as vinhas do Vale do Ródano, por isso o vinho é parte natural de qualquer refeição. Um tour privado pelas vinhas do Beaujolais, a menos de uma hora, completa muito bem a visita.
Um dia perfeito em Lyon
09:00
Vieux-Lyon
Catedral de Saint-Jean, ruas renascentistas e as primeiras traboules.
10:30
Fourvière
Funicular até à basílica, vista sobre a cidade e teatros romanos.
12:30
Almoço num bouchon
Quenelles, salada lionesa e um pot de Beaujolais.
14:30
Presqu'île
Place Bellecour, Place des Terreaux e o Museu de Belas-Artes.
16:30
Croix-Rousse
O bairro dos canuts e o Mur des Canuts.
18:30
Les Halles Paul Bocuse
Ostras ao balcão e tarte de pralina para levar.
20:30
Jantar junto ao Saône
Restaurante com vista para o rio e o Vieux-Lyon iluminado.
Quanto custa
Lyon é mais barata do que Paris, sobretudo para comer. Os bouchons têm menus muito justos ao almoço.
Poupado
80–130 €
1人1日あたり
Hostel, mercado, piqueniques junto aos rios, Fourvière a pé e um almoço num bouchon.
Confortável
170–300 €
1人1日あたり
Hotel central, museus, bouchons ao almoço e ao jantar e Les Halles Paul Bocuse.
Sem olhar a gastos
450–900 €
1人1日あたり
Hotel de luxo, restaurante com estrelas e tour privado pelas vinhas do Beaujolais.
Cama em hostel
por noite · Mais caro na Fête des Lumières
30 € – 50 €
Hotel de gama média
por noite, quarto duplo
100 € – 180 €
Hotel de luxo ou com vista
por noite, quarto duplo
200 € – 450 €
Funicular de Fourvière
por pessoa, ida e volta
2 € – 4 €
Museu de Belas-Artes ou Confluences
por pessoa
8 € – 14 €
Menu de almoço num bouchon
por pessoa
20 € – 35 €
Jantar num bouchon com vinho
por pessoa
35 € – 60 €
Menu num restaurante de chef
por pessoa, sem vinho
60 € – 120 €
Tour privado ao Beaujolais
por pessoa · Com provas de vinho
70 € – 140 €
Valores de referência aproximados para 2026. Confirme sempre antes de ir.
Erros de turista a evitar
- ✕Visitar Lyon só por um dia a correr. Aqui o ritmo é outro, e a mesa demora.
- ✕Entrar nas traboules aos gritos. Há pessoas a viver por cima.
- ✕Pedir andouillette sem saber o que é. Pergunte primeiro.
- ✕Vir na Fête des Lumières sem reservar alojamento com meses de antecedência.
- ✕Ficar só no Vieux-Lyon e não subir a Fourvière nem à Croix-Rousse.
- ✕Ir embora sem provar a tarte de pralina cor-de-rosa.
«Em Lyon, três rios atravessam a cidade: o Ródano, o Saône e o Beaujolais.»
Mais fotos de Lyon
よくある質問
Como ir de Lisboa a Lyon?
De avião, há voos diretos com cerca de duas horas e vinte minutos. De Paris, o TGV leva cerca de duas horas.
O que são as traboules de Lyon?
Passagens que atravessam os prédios de uma rua para outra, por pátios e corredores. Usadas pelos tecelões de seda e pela Resistência, algumas estão abertas ao público durante o dia.
O que é um bouchon?
Um restaurante tradicional de Lyon, pequeno e familiar, com cozinha lionesa: quenelles, salsichão, salada lionesa e vinhos da região.
Quando é a Fête des Lumières?
À volta de 8 de dezembro. Durante alguns dias, a cidade enche-se de instalações de luz e de milhões de visitantes.
Dá para visitar o Beaujolais a partir de Lyon?
Sim. As vinhas do Beaujolais ficam a menos de uma hora, e um tour privado permite visitar aldeias e fazer provas de vinho no mesmo dia.
料金・営業時間・規則はおおよその目安で、変更される場合があります。出発前に必ずご確認ください。 写真:Pexels



